NOTÍCIAS30/10/2026 Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
A 11ª rodada de negociações sobre o custeio da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizada nesta quinta-feira (29), em Brasília, registrou avanços importantes na busca por uma solução para a recomposição das reservas da entidade. Após sucessivas rodadas de negociação, o Banco do Brasil apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,288 bilhões, comprometendo-se a assumir 60% desse montante, o equivalente a aproximadamente R$ 1,373 bilhão. Os 40% restantes, correspondentes a R$ 915 milhões, seriam de responsabilidade dos titulares do Plano de Associados. A proposta representa um passo importante para enfrentar as necessidades financeiras da Cassi e criar condições para a continuidade das discussões sobre um novo modelo de custeio, capaz de assegurar sua sustentabilidade no longo prazo. Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o avanço é resultado da mobilização e da atuação das entidades representativas na mesa de negociação.
ATUAÇÃO DAS ENTIDADES REDUZ IMPACTO PARA OS ASSOCIADOSA proposta inicial do Banco previa que a parcela de responsabilidade dos associados fosse distribuída em 13 meses, a partir de dezembro de 2026. Nesse formato, a contribuição extraordinária representaria um acréscimo equivalente a 50% do valor atualmente pago por cada titular. Preocupadas com o impacto dessa cobrança sobre o orçamento das famílias, as entidades representativas do funcionalismo defenderam a ampliação do prazo de pagamento para 18 meses. Após a suspensão temporária da reunião para avaliação da reivindicação, o Banco concordou com a proposta apresentada pelas entidades. Com a alteração, o acréscimo mensal passa de 50% para 32% da contribuição atual, reduzindo o impacto imediato sobre o orçamento dos associados.
O resultado demonstra a importância do diálogo e da atuação conjunta das entidades na defesa dos interesses do funcionalismo. APORTE EMERGENCIAL NÃO SUBSTITUI SOLUÇÃO DEFINITIVADurante as negociações, os representantes das entidades ressaltaram que a recomposição das reservas é uma medida necessária e urgente, mas não pode ser confundida com uma solução definitiva para os desafios financeiros da Cassi. Foi reconhecido o esforço da administração da Caixa de Assistência na gestão dos recursos disponíveis, permitindo que a instituição mantivesse suas atividades e obrigações até o momento. Entretanto, a sustentabilidade da Cassi exige mais do que medidas extraordinárias. É indispensável avançar na construção de um modelo de custeio equilibrado, duradouro e capaz de acompanhar a evolução das despesas assistenciais, preservando a qualidade do atendimento e a capacidade contributiva dos associados.
Nesse sentido, ficou estabelecido que, caso a proposta de aporte seja aprovada, será instalada, no início de dezembro, uma comissão encarregada de discutir os critérios e princípios de um novo estatuto. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o final do primeiro semestre de 2027, quando a proposta deverá ser submetida à deliberação do corpo social. ASSOCIADOS TERÃO A PALAVRA FINALA proposta negociada ainda depende da aprovação dos associados da Cassi. A Caixa de Assistência disponibilizará um simulador para que cada associado possa consultar o valor de sua contribuição durante o período do aporte extraordinário. A consulta ao corpo social está prevista para ocorrer entre os dias 18 e 25 de novembro de 2026. Antes disso, deverá ser firmado um memorando de entendimento formalizando os critérios negociados. Se aprovada, a contribuição extraordinária dos associados terá início em dezembro de 2026, com pagamento distribuído em 18 meses. Já a parcela de responsabilidade do Banco do Brasil será aportada em duas etapas, previstas para dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de FETEC-CUT/SP • Veja outras notícias |
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