NOTÍCIAS12/02/2026 Cobranças levam Caixa a corrigir distorções no Super Caixa
Ao todo, 656 unidades tinham termos pendentes de digitalização no sistema interno (SICTD). A ausência desses registros vinha impactando diretamente o indicador SISNS, e consequentemente penalizado a habilitação no programa Super Caixa, deixando equipes inteiras sem o recebimento das comissões de vendas de produtos de seguridade. As unidades têm até 13 de fevereiro, às 18h, para digitalizar os documentos não digitalizados e informar a data da digitalização, ou justificar eventual impossibilidade, e adotar as providências necessárias para regularização. Segundo o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, a medida corrige uma injustiça evidente. “Os empregados fizeram o trabalho, atenderam clientes, venderam produtos e entregaram resultado. Não era aceitável que ficassem sem reconhecimento por uma falha operacional de registro. A abertura do Rede Responde é fruto direto da mobilização e das cobranças das entidades e da nossa representante no Conselho de Administração.” A representante dos empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a demanda surgiu diretamente das unidades. “Recebemos inúmeros relatos de colegas que tinham atingido seus objetivos, mas viram a pontuação zerada por causa da não digitalização dos termos. Levamos essas situações para a direção do banco e insistimos na correção. Essa medida recoloca muitas agências na apuração e amplia a possibilidade de recebimento da premiação.” Para o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o caso demonstra a importância da organização coletiva dos trabalhadores. “Desde o lançamento do programa, a representação dos empregados vem questionando à Caixa sobre o regulamento injusto e que penaliza os empregados. Ao final do semestre, quando as equipes começaram a perceber as distorções não corrigidas nos indicadores SISNS e CSAT, as reclamações se intensificaram. A partir daí houve uma cobrança sistemática até o banco reconhecer o problema. É uma vitória parcial, mas importante, porque valoriza quem de fato constrói os resultados da empresa.” O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que a medida beneficia diretamente os empregados e as próprias unidades. “Muitas agências ficariam injustamente fora do Super Caixa. A correção amplia o reconhecimento do esforço coletivo e mostra que a pressão organizada dos trabalhadores gera resultados concretos.” Avanço importante, mas debate continuaAs entidades reconhecem que a abertura do Rede Responde representa um avanço, mas destacam que a situação evidencia problemas estruturais do próprio programa. Rafael de Castro afirma que a correção de inconsistências do SISNS não encerra o tema. “A solução resolve um erro específico, mas o regulamento do Super Caixa ainda não reflete adequadamente o esforço das equipes. É preciso discutir critérios, transparência e governança do programa com a representação dos empregados.” Fabiana Uehara reforça a necessidade de negociação. “O que buscamos é um programa justo, com regras claras e previsíveis. A premiação precisa reconhecer o trabalho real das unidades. Esse debate precisa acontecer com a participação dos trabalhadores.” Felipe Pacheco acrescenta que a pauta continuará nas mesas de negociação. “Seguiremos cobrando. A abertura do Rede Responde mostra que as distorções existem e podem ser corrigidas. Porém ainda é necessário que a Caixa revise o indicador CSAT, que não reflete a qualidade de atendimento dos empregados da Caixa, tendo diversas falhas sistêmicas de apuração, além disso, é necessário avançar para regras mais transparentes e justas.” Para Sergio Takemoto, a experiência reforça o papel da representação coletiva. “A correção só aconteceu porque houve organização, pressão e diálogo institucional. O próximo passo é aprimorar o programa para evitar novas injustiças.” As entidades orientam que as unidades verifiquem imediatamente a existência de pendências e realizem a regularização dentro do prazo estabelecido pela Caixa. Fonte: CONTRAF |
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