NOTÍCIAS05/06/2017 Dieese expõe balanço e situação de empregos nas financeiras durante 2ª Conferência Nacional dos Financiários
Catia Uehara explicou que o levantamento dos dados foi dificultado devido à falta de informações detalhadas. “O segmento carece de informações precisas, mas, com nosso trabalho, será possível explorar nosso trabalho e utilizá-lo na hora de negociar com as financeiras”, afirmou. A economista explicou que o lucro das financeiras nos últimos anos foi bastante variável devido a situação econômica do país. “Em 2014, as financeiras tiveram lucro de 20%, porém, no ano seguinte, ocorreu uma redução de 37%. Em 2016, o resultado também foi negativo. Podemos observar, também, a disparidade do o lucro obtido pela Crefisa na comparação com as demais instituições”, explicou Cátia. A Crefisa foi a financeira com o maior lucro em 2016, com R$ 1,1 bilhão. O Itaú foi o segundo, com R$ 237,1 milhões, e em terceiro, a Midway, com R$ 210,1 milhões. Em ativos a BV Financeira está em primeiro lugar com R$ 40 bilhões. Em segundo lugar, Aymoré com R$ 31,2 bilhões e a Porto Seguro, em terceiro lugar com R$ 5,2 bilhões. Já sobre o patrimônio líquido, a Crefisa aparece em primeiro lugar novamente com R$ 3,9 bilhões, a BV Financeira R$ 1,7 bilhões e Aymoré com R$ 1,4 bilhões. Empregos Os financiários representam 0,8% do emprego no setor financeiro, sem contar os trabalhadores que estão informais aqueles que prestam serviços para uma mesma holding. De acordo com Bárbara, 80% dos trabalhadores estão nas cinco maiores financeiras. “Embora o controle do sistema financeiro seja centralizado, as situações dos trabalhadores são complexas e diversificadas” Ela disse ainda que existem mais trabalhadores financiários do que bancários e que há mais contratações neste segmento. Enquanto houve aumento de 52% entre fiinanciários, entre bancário houve apenas 27%. Além de ser em maior número, os financiários são a categoria com o maior aumento da remuneração média, com um aumento de 67,9% de 2002 para 2015. “Esses dados não condizem com o ganho em acordos coletivos obtidos pela categoria e nem pelo patamar que a categoria se encontra, que é bem mais baixo que os de 2002”. O tempo de permanência no emprego chama atenção por ser inferior ao apresentado no sistema financeiro em geral. Os financiários ficam em torno de 6,4 anos e os bancários 8,1. Um quinto da categoria trabalhadora é demitida ao ano. “Essa taxa é muito alta e é evidente que quando se faz desligamentos no setor, se contrata novamente e com menor salário” Há uma concentração do número de trabalhadores registrados em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná (44% em São Paulo, 11% no RS e 9% no PR). Acre e Alagoas são os estados com menor número de financiários. As mulheres são maioria com 53%, apesar de estarem com remuneração menor, com diferença de 28%. A participação dos jovens é expressiva com 20% dos trabalhadores. Os financiarios possuem escolaridade bastante elevada, quase toda a categoria está no curso superior, o que é considerada uma média bastante alta para o mercado de trabalho brasileiro. “A conferência tem o desafio de pensar como a ação sindical unificada pode deixar um pouco mais homogênea a condição de trabalho no setor. O tipo de terceirização que vai se estabelecer no setor financeiro. As financeiras têm sido muito atingidas com relação a isso e esses termos tem que estar presentes em nossas ações daqui pra frente”, finaliza Bárbara. Fonte: Contraf-CUT/ Foto: Jailton Garcia |
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