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SEU BANCO - BRADESCO

24/03/2015

Gerentes exclusive pedem socorro no Bradesco

O Bradesco está esfolando ainda mais seus gerentes. Está em andamento o reenquadramento dos clientes pessoa física. Realizada de maneira periódica, a operação comporta o "downgrade"� e "upgrade"� dos correntistas, conforme sua renda e reciprocidade, para incluà­-los, retirá-los ou manejá-los entre os segmentos Classic, Exclusive e Prime, que oferecem atendimento diferenciado.

"Em algumas agências os gerentes, principalmente exclusive, estão passando por um sufoco muito grande. Não há funcionários suficientes para dar conta da demanda, a pressão é enorme pelo cumprimento de metas e eles são constantemente ameaçados de demissão se não atingem os resultados"�, relata a dirigente sindical Erica de Oliveira.

"Ao meu ver o Bradesco quer oferecer uma excelente qualidade de serviços aos clientes, mas não estão contratando ninguém para isso"�, reforça um bancário. "O banco quer mais clientes, mas não contrata, não está nem aí­ para a gente, somos cobrados diariamente via audioconferência. O cliente exclusive vai pedir todos os diferenciais. Você está vendendo o segmento como maravilhoso, mas o cliente comprou gato por lebre, contratou um serviço que na prática não funciona. Vendeu o melhor dos mundos e não está nunca disponà­vel para atender"�, completa.

Para se ter uma ideia não só da sobrecarga, mas também do aumento do volume de trabalho, basta comparar duas circulares do banco. A primeira, de maio de 2014, determina que o gerente exclusive deve ter no máximo 750 contas na carteira. Apenas agência com a partir de quatro gerentes terá um assistente " que, segundo bancários, é desviado de função com frequência e por isso não pode ajudar ", e deverão administrar até 3 mil contas. Na versão recente, de setembro de 2014, os mesmos quatro gerentes e um funcionário extra terão que administrar a "quantidade ideal"� de 3,3 mil contas.

"Só no Bradesco 750 vezes quatro dá 3.300 e não 3.000"�, ironiza Erica ao referir-se sobre a quantidade desigual de contas correntes que um e quatro gerentes tem de administrar. "A pressão está muito grande, os bancários estão se queixando muito, é pouco tempo para tanto trabalho, é muito produto para vender, é muita conta para administrar é muito tudo para pouco bancário. Estamos reivindicando reunião com o banco para discutir a situação destes trabalhadores."�

Fonte: Seeb SP

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