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13/02/2020

Protestos nesta sexta 14 denunciarão sucateamento do INSS

13023 As centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, UGT, CGTB, CSB, CSP Conlutas,  Nova Central, Pública – Central do Servidor) e movimentos sociais realizarão, na sexta-feira 14, protestos em todo o país contra o caos na liberação de benefícios previdenciários pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Os atos, em frente a agências do INSS, denunciarão a má gestão do governo Jair Bolsonaro, que penaliza a população com filas de mais de 3 milhões de pessoas aguardando análise de pedidos de benefícios.

Na capital paulista, o ato terá concentração às 9h, em frente à agência do INSS na Rua Coronel Xavier de Toledo, 290. Em seguida, os manifestantes partem em caminhada para a Superintendência do órgão, no Viaduto Santa Ifigênia, ambas no Centro. O Sindicato dos Bancários de São Paulo estará presente.

“O desmonte do INSS no governo Bolsonaro é escandaloso. A enorme fila de espera por perícia ou pelo pagamento do benefício, e o alto número de benefícios negados são estratégias usadas pelo governo para economizar às custas da vida dos brasileiros”, critica o secretário de Saúde do Sindicato, Carlos Damarindo, o Carlão.

Esse caos generalizado, destaca Carlão, não se dá por incompetência do sistema. “O INSS funcionava e cumpria sua função nos governos anteriores, mas a fila de desassistidos cresceu muito em 2019. O caos, portanto, é fruto de uma política perversa e desumana deste governo. E quem mais sofre com isso são os trabalhadores adoecidos e os mais pobres, que precisam do benefício para pagar suas contas e sobreviver.”

O dirigente ressalta ainda que os bancários, uma das categorias que mais adoecem por conta da forma assediadora de gestão dos bancos, estão entre as vítimas dessa política cruel de sucateamento da seguridade social. “Muitos bancários que adoeceram tiveram o benefício negado. Outros bancários, que carregam sequelas para o resto da vida, também tiveram benefícios cassados. Isso porque o governo incentiva peritos e médicos a negarem benefícios mesmo quando é óbvio que os trabalhadores não têm a menor condição de retornar ao trabalho.”

Carlão chama atenção para um dado alarmante: os bancos respondem por apenas 1% dos empregos no Brasil, mas foram os responsáveis por 5% do total de afastamentos por doença no país, entre 2012 e 2017, segundo o Ministério Público do Trabalho. “A categoria, portanto, é uma das que mais procura o INSS.”

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Sucateamento

O governo Bolsonaro promove o fechamento de agências do INSS, não investe em equipamentos e não realiza concurso público para repor servidores que se aposentaram, morreram ou saíram do órgão. Alega não ter recursos para contratar, mas a “solução” encontrada, de chamar militares da reserva, sem qualquer qualificação para desempenhar as funções dos servidores do INSS, custará R$ 174 milhões por ano aos cofres públicos.

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“Assim como promoveu um verdadeiro ataque às aposentadorias dos trabalhadores, com a reforma da Previdência, o governo agora sucateia o INSS. É o desmonte do sistema de seguridade social brasileiro. Temos que ir às ruas e resistir. Por isso estaremos nesta sexta 14 nas ruas de todo o país, conversando com a população e denunciando esse atentado contra  os brasileiros”, convoca Carlão.

Fonte: SEEB SP

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