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NOTÍCIAS

28/07/2011

Crédito em alta ainda puxa lucro de banco

 

Medidas do Banco Central reduzem ritmo de elevação das operações, mas não revertem tendência de aumento

 

Financiamentos foram responsáveis por 30% do resultado do Bradesco, que cresceu 21,7% no 1º semestre

Apesar das medidas do governo para esfriar o crédito, os bancos continuaram expandindo seus financiamentos no primeiro semestre.

Bradesco e Santander, que divulgaram seus resultados ontem, tiveram lucros puxados, principalmente, pelo aumento nos financiamentos.

 

No Bradesco --que lucrou R$ 5,487 bilhões, 21,7% a mais que nos seis primeiros meses de 2010--, as operações foram responsáveis por 30% do resultado do banco. A carteira de crédito cresceu 21,1%, para R$ 298,3 bilhões.

Os financiamentos no Santander somaram R$ 171,4 bilhões --17% mais do que em 2010. No ano passado, o ritmo de alta foi de 19%.

"As medidas do governo impactaram o crédito à pessoa física, que continua crescendo, mas em ritmo menor", afirma Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating.

No Bradesco, o destaque foram os financiamentos às grandes empresas, que cresceram 23,6%. Para os consumidores, houve alta de 14,6%.

"O crescimento de crédito está nos agentes que cuidam da oferta, e há um aumento menor entre aqueles que demandam, ou seja, as pessoas físicas", diz Luiz Carlos Trabuco, presidente do banco.

"E acho que essa vai ser a tônica no decorrer do ano, em razão das medidas que o Banco Central tem adotado."

QUEDA

O aumento do crédito, no entanto, não foi suficiente para elevar o lucro do Santander, que caiu 9,5% no semestre, para R$ 1,824 bilhões.

Ainda assim, o Brasil já responde por 25% dos ganhos do grupo no mundo --em 2010, contribuà­a com 23%.

"Tivemos uma performance abaixo da dos concorrentes. Mas construir uma franquia com o resultado da fusão de dois bancos semelhantes leva tempo. Os investidores têm que ter alguma paciência", disse Marcial Portela, presidente do Santander.

"Vamos ver os grandes bancos apresentando lucros maiores neste ano. A exceção deve ser o Santander, que ainda não achou um foco no país", afirma Rodrigues.

Ontem, as ações de ambos fecharam em queda: as preferenciais do Bradesco caí­ram 1,23%; nas Units do Santander, a baixa foi de 6,64%.

Fonte: GIULIANA VALLONE e TONI SCIARRETTA - Folha.com / por Assessoria de Imprensa

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