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SEU BANCO - ITAÚ UNIBANCO

12/11/2013

Realidade do Itaú está longe das páginas de revista

 "Ser responsável dá lucro. Movido a puro pragmatismo, o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, mobiliza milhares de funcionários para levar a sustentabilidade para o centro de sua estratégia."
A definição sobre o Itaú publicada na revista Exame está bem longe da realidade, segundo a dirigente sindical Valeska Pincovai, que reputa impossível uma empresa ser premiada como sustentável enquanto fecha milhares de postos de trabalho.

Mesmo com lucro lí­quido recorrente de R$ 11,156 bilhões nos nove primeiros meses de 2013, a instituição financeira não para de demitir. Na área de tecnologia, a Atec, as dispensas geram clima diário de tensão, enquanto as atividades são cada vez mais passadas a empresas terceirizadas, o que barateia o custo trabalhista e penaliza clientes e trabalhadores.

O Itaú reduziu o número de empregados de 104.022 em março de 2011 para 87.440 em setembro de 2013 " corte de 16.582 postos de trabalho no perí­odo. Ou seja, a extinção de mais de 522 vagas por mês nos 30 meses anteriores.

A publicação da Exame exalta o trabalho  de 1,2 mil executivos do banco, que uma vez por ano atuam "por algumas horas na central de atendimento ao cliente do banco". Para Valeska, diante de um processo difícil vivido pelos funcionários demitidos ou os que estão com medo das dispensas, a atitude dos executivos não merece destaque. "Isso é demonstração de empresa sustentável? Geração de emprego, sim, é sustentabilidade. Executivos abrirem mão de parte dos bônus altíssimos, sim, seria uma atitude de igualdade diante de outros, como o banco gosta de chamar, "colaboradores" do banco", destaca Valeska.

Para a dirigente, apesar de a empresa ser considerada a mais sustentável do ano pela Exame, os funcionários continuam sofrendo pressão abusiva para o cumprimento de venda de produtos e outras metas, tanto em agências, quanto em centros administrativos. "Também não é sustentável para os clientes, que passam por saia justa quando assediados por seus gerentes desesperados para cumprir metas estipuladas pela gestão do banco e que empurram produtos da empresa. E os bancários ainda precisam lidar com o acúmulo de trabalho, cada vez maior, diante de tantas dispensas. Para lucrar mais, o Itaú está sucateando áreas da empresa, como acontece na tecnologia. Funcionários que trabalham há 20, 30 anos no Itaú, já não reconhecem a empresa que os contratou, são pessoas decepcionadas com a falta de valorização", ressalta.

Em outra publicação, a edição especial da Carta Capital, o banqueiro Roberto Setubal, do Itaú, ou apenas Roberto, como gosta de ser chamado pelos empregados do banco, apareceu na terceira colocação como melhor líder. Já a IstoÉ Dinheiro, lembra os cinco anos de fusão entre Itaú e Unibanco, e como a empresa continua no topo. "A cada degrau que a instituição financeira sobe no pódio da lucratividade, seus funcionários ficam pra trás, adoecidos com tamanha pressão. Apenas executivos são contemplados com os avanços. O atendimento médico e de apoio aos trabalhadores doentes e para seus familiares é nota zero. Tanto se fala em investimento social, mas apenas como uma grande jogada de marketing, pois dentro da sua própria casa contrata pessoas com deficiência, por exemplo, e as trata com descaso, apenas para cumprir a cota exigida por lei. Além de não oferecer planos de carreira para esses funcionários, eles ainda são descartados de maneira injustificável", conclui Valeska Pincovai.

 

Fonte: Seeb SP

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