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SEU BANCO - CAIXA FEDERAL

20/09/2010

Negociações com a CEF não avançam

A direção da Caixa Econômica Federal manteve a estratégia e não apresentou nenhuma proposta aos representantes dos empregados na terceira rodada de negociação, ocorrida na sexta-feira, 17/9. A pauta da reunião era para discutir questões relativas à Funcef/Prevhab, correspondentes bancários e direitos de delegados sindicais.
Nas duas rodadas anteriores, a Caixa já havia dito "não" para os itens da isonomia, entre os quais a licença-prêmio e o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), e para questões de saúde.


Funcef " Os dirigentes sindicais cobraram solução para questões trabalhistas que a Caixa insiste em considerar previdenciárias, como o CTVA. "São erros que aconteceram durante o perí­odo em que o bancário estava na ativa, por isso é questão trabalhista. De qualquer forma, a Caixa parece se esquecer que é patrocinadora da Funcef", afirma Jackeline.
Outra questão levada à mesa nesta sexta diz respeito às mulheres aposentadas antes de 1979, quando havia discriminação e diferença no percentual máximo de aposentadoria para homens e mulheres. "Em 2007 a Funcef deferiu a correção solicitada, mas a direção do banco brecou por conta de custos. Mas agora a nova gestão da Funcef pautou novamente o tema e o banco está avaliando."
Com relação à reivindicação de migração do pessoal do REB para o novo plano da Funcef, o banco informou que a migração já foi aprovada internamente (válida retroativamente a junho de 2006) e que o Conselho Diretor aguarda o parecer do Ministério da Fazenda.
Correspondentes bancários " Sob protestos dos sindicalistas, a direção do banco afirmou que vai seguir a política da Fenaban no que se refere aos correspondentes bancários. "Ou seja, uma política de mercado e exploração de trabalhadores", critica Jackeline. Ela afirma que foram lembrados outros problemas relativos aos correspondentes, como os diversos casos de violência que atingem os trabalhadores das lotéricas, os boatos publicados na grande imprensa sobre a possibilidade de abertura de "franquias" da Caixa Federal e o uso das dependências e até da estrutura do banco para a atuação de correspondentes imobiliários. "O banco negou os boatos de abertura de franquias e disse que está acionando judicialmente o empresário que afirmou isso à imprensa. Com relação aos correspondentes imobiliários dentro das agências, o banco reafirmou que essa não é a política do banco, que é prática irregular e que vai reforçar essa orientação para os gerentes."
Vice-presidência " Os trabalhadores também levaram à mesa a reivindicação da criação de uma vice-presidência comandada por um representante dos empregados. "Seria muito importante, mas queremos que o cargo tenha o mesmo poder das demais vice-presidências e não seja jogado de escanteio como foi o caso do Direp", afirma a dirigente.
Delegados sindicais " Os bancários cobraram da CEF o respeito aos acordos que envolvem os direitos dos delegados sindicais e que garanta sua liberação automática para reuniões com o Sindicato. "Os gestores condicionam a liberação ao fato de o delegado conseguir alguém para cobri-lo na sua função, mas isso é uma questão que o banco precisa resolver contratando mais bancários". O banco ficou de verificar o problema.
Isonomia " A Caixa Federal informou que questões de isonomia já conquistadas, como o Apip e o parcelamento das férias, que até pouco tempo constavam apenas no acordo coletivo, já estão expressas nas normas internas da instituição.
Comitês " O banco afirmou que criará mais três comitês: LGBT, para pessoas com deficiência e de etnia/raça nos moldes do Comitê de Igualdade de Gênero, que já existe. "Achamos uma boa iniciativa, mas os comitês têm de funcionar de fato e não apenas servir para que o banco use para fazer propaganda de que é socialmente responsável. Citamos o caso do Comitê de Igualdade de Gênero, no qual os participantes eleitos não têm nenhum apoio do banco para participar das reuniões, não recebem verba para as viagens e têm dificuldades de liberação do ponto para compromissos que envolvem o órgão", completa Jackeline.

 

Fonte: FETEC

Assessoria de Comunicação - 20/09/2010

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