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20/08/2015

Emprego é tema da primeira rodada de negociação

Nesta quarta-feira 19, ocorreu a primeira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Emprego, considerado prioridade pela categoria, foi o tema do debate do dia.
Os representantes dos trabalhadores levaram como eixo da discussão a afirmação de que emprego é um direito social fundamental, enfatizando a garantia de emprego: os bancos afirmaram que não é possível garantia individual e não aceitam tratar de estabilidade. Além disso, afirmam ser contra a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que têm garantias contra dispensas imotivadas.

 Rotatividade: houve conflito de dados na questão. A Fenaban afirma que cresceu o número de empregos e os salários. Porém, é notório que o salário médio do bancário não cresceu como a lucratividade do setor. O salário médio dos bancários aumentou na média de 13,6% em 10 anos, sendo que nos bancos que praticam a rotatividade o crescimento foi de 8,8%. Na contramão disso, a lucratividade dos bancos é cada vez maior. Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Safra, Banco do Brasil e Caixa lucraram R$ 61,2 bilhões em 2014. "Um setor tão lucrativo não tem motivos para demitir. Além disso, precisa ter responsabilidade social, levando benefícios para a sociedade", afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.

Contratação: a Fenaban disse que não tem como pedir para os bancos contratarem, não consideram grande o número de demissões e que não há falta de funcionários nas agências.

Ao contrário do que os bancos afirmaram, segundo dados do Dieese, de 2011 a 2014 todos os grandes bancos, exceto a Caixa, reduziram postos de trabalho. O Banco do Brasil cortou 2.867 e pretende desligar 15 mil trabalhadores com tempo de aposentadoria, em 5 anos. O Bradesco reduziu 10.126 postos, o Itáu 18.249, o Santander 6.469 e o HSBC 1.855. Já a Caixa também está com um plano de demissão e parou as contratações. "Os bancos públicos estão com planos de demissão voluntária de funcionários com tempo para se aposentar, mas não estão contratando novos funcionários, o que precariza o trabalho e o atendimento", afirma o dirigente. Somente em 2014, foram 5.004 postos de trabalho a menos e 2.795 no primeiro semestre de 2015.

Mudanças tecnológicas: a Fenaban disse que cada banco tem estratégias contra os concorrentes e que as alterações são feitas fora do sistema. Os representantes dos trabalhadores solicitaram então, a formação de uma comissão para discutir os impactos das tecnologias que já estão sendo implantadas. Fenaban ficou de responder.

Cumprimento da jornada de trabalho: o Comando Nacional cobrou respeito a jornada de trabalho,  enfatizando que 70% dos bancários do setor privado trabalham oito horas por dia, ao contrário das seis que constam na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), cobrando a responsabilidade da Fenaban.

Ampliação do abono assiduidade: Movimento sindical reivindica a ampliação para cinco dias. Fenaban disse ser um debate muito difícil de alcançar.

Sobre a terceirização, durante o debate, a Fenaban reiterou que apóia o projeto de (PLC 30 " antigo PL4330) e que é impossível colocar o tema na mesa de negociação, já que o movimento Sindical é contrário.

A próxima rodada de negociação será no dia 2 de setembro e tratará de saúde, segurança e condições de trabalho.

 

Confira o calendário de negociações:

Fenaban

02 e 03/09 " Saúde, segurança e condições de trabalho

09/09 " Igualdade de oportunidades

16/09 " Remuneração

Caixa

27/08 " Saúde e segurança

04/09 " Saúde Caixa, Funcef e aposentados

11/09 " Carreira, isonomia e organização do movimento

18/09 " Contratação, condições das agências e jornada

Banco do Brasil

24/08 " Emprego

25/08 " Condições de trabalho e saúde

31/08 " Segurança, igualdade de oportunidade e isonomia

11/09 " Cláusulas sociais e previdência complementar

18/09 " Remuneração e plano de carreira

Fonte:  FETEC-CUT/SP/  Foto: Mauricio Morais/Seeb SP

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