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SEU BANCO - BRADESCO

16/05/2011

Ações não acompanham lucro de R$ 10 bi do Itaú, BB, Bradesco e Santander

 

Os lucros dos quatro maiores bancos do país, somados, superaram no primeiro trimestre a marca inédita de R$ 10 bilhões, segundo levantamento da consultoria Austin Rating. O número (R$ 10,178 bilhões) é 17% maior que o registrado nos três primeiros meses de 2010. 

 

Com os resultados financeiros em alta, era de esperar que as ações de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander estivessem se valorizando neste ano. Os papéis, porém, não têm sido uma boa opção para os investidores em 2011.

Desde o começo do ano, os papéis de todas as grandes instituições registram queda.

A maior desvalorização acontece nas ações Units do Santander (-19,22% no perí­odo). O Itaú aparece em seguida -queda de 8,66%. Banco do Brasil (-7,77%) e Bradesco (-5,34%) completam a lista.

Para Leonardo Zanfelicio, analista-chefe da Concórdia Corretora, o mau desempenho das ações dos bancos é explicado pelo momento vivido pelo mercado brasileiro.

"O bom desempenho financeiro não se refletiu nas ações porque foi ofuscado pelas incertezas quanto ao cenário externo", afirma.

O Ibovespa, principal ín­dice da Bolsa, registra queda de 8,76% em 2011.

Zanfelicio cita, entre os fatores que prejudicam a Bolsa, o cenário de pressão inflacionária no país -e em todos os emergentes- e as dúvidas quanto àsituação fiscal de países da Europa.

"Também por conta disso, os estrangeiros acabam vendendo participação aqui para repatriar seus recursos."

Investidores no exterior respondem por cerca de um terço dos negócios no mercado nacional (33,8% até o dia 11, segundo a Bovespa).

CRÉDITO

Os resultados continuamente positivos dos grandes bancos são influenciados pelo crescimento do crédito no país, fruto do aumento do emprego e da renda e, consequentemente, do aquecimento do mercado interno.

Para Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, essa tendência deve se manter em 2011. "Este ano vai ser muito bom para os bancos", diz ele, que prevê crescimento entre 15% e 18% nos lucros das instituições.

Apesar disso, a tendência é que as ações de bancos só voltem a se valorizar e aproveitar o momento de grandes lucros quando o mercado melhorar por aqui. E, de acordo com o analista da Concórdia, isso só deve acontecer quando a inflação der sinais de arrefecimento.

Para quem já está investindo nos papéis, o ideal é esperar a recuperação do mercado, sem tirar os recursos tentando minimizar as perdas.

Analistas acreditam que a Bolsa possa voltar a subir ainda neste ano, à medida que as preocupações dos investidores diminuam.

"A recomendação é acompanhar os números da inflação, esperando até que tenham dois ou três meses de desaceleração. Isso vai mostrar que os ín­dices de preços estão cedendo, e o BC pode parar de subir os juros. Tudo isso tende a ser benéfico."

Fonte: Folha de S. Paulo - Giuliana Vallone / por Assessoria de Imprensa

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